Identidade, Status e Instituições Internacionais: O Caso do Brasil, da Índia e do Tratado de Não Proliferação

Share

Contexto Internacional: Vol. 32, Nº 2, 2010

Identidade, Status e Instituições Internacionais: O Caso do Brasil, da Índia e do Tratado de Não Proliferação
Por: Oliver Stuenkel

http://www.scielo.br/pdf/cint/v32n2/v32n2a08.pdf


Resumo

A fim de se entender como podemos explicar o comportamento das potências
emergentes diante das instituições internacionais, este artigo analisa o caso de
Brasil, Índia e do Tratado de Não Proliferação com maior profundidade e mostra
que nem os realistas nem os institucionalistas liberais podem explicar plenamente
o comportamento de ambos os países. Argumenta-se, no artigo, que status e
identidade, ambos amplamente negligenciados pelo realismo e pelo liberalismo,
desempenham um papel-chave. Tanto o Brasil quanto a Índia compartilham uma
convicção fundamental de que são “grandes potências” (ou estão no caminho de
se tornarem uma), e sua decisão de integrar uma instituição particular depende da
habilidade dessa instituição em conferir um status às potências emergentes que
seja compatível com a identidade das potências emergentes. Como mostra o
exemplo do TNP, status e identidade superam outros determinantes mais comumente
aceitos para o comportamento dos Estados, como as preocupações com
segurança.

Palavras-chave
Identidade – Brasil – Índia – Tratado de Não Proliferação


Identidade, Status e Instituições Internacionais: O Caso do Brasil, da Índia e do Tratado de Não Proliferação

Leia também:

Potências Emergentes e o Futuro da Promoção da Democracia

O argumento em prol do fortalecimento das relações Brasil- Índia

New article: Leading the disenfranchised or joining the establishment? India, Brazil, and the UN Security Council