“As reais intenções ‘brasileñas’” (Revista Leituras da História)
2012 September 20
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Por Robson Rodrigues
O país foi responsável pelo massacre que quase dizimou
a população paraguaia em 1864. Hoje, novamente o
Brasil protagoniza um mal-estar diplomático, interferindo
na política de Estado daquele país e o expulsando do
Mercosul. Por sorte, as perdas dessa repetição histórica
parecem ser apenas econômicas
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Tenho algumas objeções ao artigo.
A lembrança do massacre da Guerra do Paraguai e o papel que o evento possui na identidade paraguaia, inclusive como elemento retórico para um confronto com o Brasil é boa. Mas o artigo compra demais a versão paraguaia e o revisionismo do Chiavenato.
Solano López não podia esperar uma aliança ou reunificação com a Argentina, pois todos os esforços paraguaios por décadas foram justamente para não serem dominados por Buenos Aires. O que havia era uma aliança com setores uruguaios (esse o motivo do estopim da guerra) e a esperança de ganhar apoio entre províncias argentinas que no passado já haviam se rebelado contra a federação. Do governo central argentino o Paraguai só podia esperar hostilidade.
Além da questão histórica, o impeachment do Lugo não problematizado em momento nenhum, novamente aceitando acriticamente a a versão paraguaia (no caso, a versão da direita paraguaia).
A parte isso, gostei das colocações do professor, a reintegração do Paraguai ao Mercosul e o retorno a uma relação de amizade e cooperação devem ser objetivos urgentes para a diplomacia brasileira.
Estive, recentemente, em palestra sobre o tópico, no Memorial da América Latina, e posso dizer que esta matéria posicionou-se muito melhor no que diz respeito à análise da questão Paraguai-Mercosul atual. Obrigada!