Os BRICs e o segundo mandato de Obama

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estadao
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,os-brics-e-o-segundo-mandato-de-obama-,959146,0.htm

Análise: Oliver Stuenkel

É PROFESSOR-ASSISTENTE DE RELAÇÕES , INTERNACIONAIS DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS - O Estado de S.Paulo

A ascensão dos BRICs diante do declínio relativo das potências estabelecidas foi o fenômeno internacional mais marcante durante o primeiro mandado de Barack Obama. O grupo de países com poderes para influir nas relações internacionais tem se tornado menos ocidental, mais ideologicamente diverso e com menos interesses comuns.

O presidente precisa, no segundo mandato, adaptar a política externa americana a um cenário geopolítico pouco semelhante ao de 2009, ano em que ele assumiu a presidência.

A análise dos últimos quatro anos nos proporciona uma maior consciência da dimensão das transformações geopolíticas recentes. Em 2008, quando Obama foi eleito, poucos previram a escala da crise econômica que viria impactar as economias mais avançadas do mundo. Em junho de 2009, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da Rússia, Dimitri Medvedev, da China, Hu Jintao e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, reuniram-se para a primeira Cúpula de Líderes dos BRICs na Rússia. Apenas alguns meses depois, no que foi a evolução mais profunda de governança econômica global em quase duas décadas, o G-20 estabeleceu-se como a principal plataforma de discussão da economia global.

Em 2010, o Conselho Diretor do FMI aprovou uma histórica reforma de cotas, que fez com que os BRICs adquirissem um grau de influência sem precedentes, que melhor reflete a distribuição global de poder econômico. Em 2012, na reunião dos líderes do G-20 em Los Cabos no México, os BRICs concordaram em contribuir com mais de US$ 70 bilhões com o FMI, evidenciando sua relevância no sistema econômico.

'Revolução participativa'. Juntos, a emergência da Cúpula dos BRICs, o G-20 e as reformas do FMI levaram a uma "revolução participativa" nas relações internacionais, algo que teria sido impensável em 2008. Em 2011, todos os BRICs estavam presentes no Conselho de Segurança da ONU, o que implicou envolvimento crescente em questões geopolíticas, tal como a crise na Líbia.

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