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Entrevista de história oral com Francisco Rezek

Rezek

Entrevistado: José Francisco Rezek, Ministro das Relações Exteriores do Brasil (15 de março de 1990 a 13 de abril de 1992)

Entrevista de história oral realizada no contexto do projeto “O Brasil em Crises Internacionais”, desenvolvido pelo Centro de Relações internacionais do CPDOC com financiamento da presidência da FGV, entre junho de 2013 e maio de 2015. O projeto visa, a partir dos depoimentos cedidos, a formação de um banco de fontes orais.

Baixar entrevista na íntegra aqui.

Entrevistador(es): Guilherme Stolle Paixão e Casarões; Oliver Stuenkel

Outras entrevistas podem ser encontradas no acervo de história oral do CPDOC através do link http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/historia-oral.

1ª Entrevista: 24.06.2014

Parte 1: Considerações sobre eleição presidencial de 1989; lembranças da juventude; comentários sobre a composição do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral em 1989; considerações sobre eleição presidencial de 1989; partidos brasileiros em 1989; comentários sobre processo eleitoral; candidatos a presidência em 1989; atuação no Tribunal Superior Eleitoral; primeiro contato com Fernando Collor; visita de candidatos à presidência ao Tribunal Superior Eleitoral; preparação para as eleições; candidatura de Silvo Santos à presidência; greve de juízes do Maranhão em 1989; debate eleitoral de 1989; direito de resposta no debate eleitoral; direito de resposta para Lula; comentário sobre episódio Mirian Cordeiro; cobertura das eleições pela rede globo.

Parte 2: Conhecimento sobre o tema de política externa; comentário sobre formação em Direito Internacional Público; atuação como professor do Instituto Rio Branco; conhecimento sobre o Ministério das Relações Exteriores; atuação como Procurador Geral da República; produção dos protocolos adicionais as convenções de Genebra; nomeação a Ministro das Relações Exteriores; relação com o presidente Fernando Collor; lembranças sobre ditadura militar brasileira; abertura econômica durante governo Collor; considerações sobre política externa durante Governo de Fernando Collor; relação com Itamar Franco; considerações sobre a política de Itamar Franco; vertentes políticas no Ministério de Relações Exteriores; controvérsias ao assumir o cargo de Ministro de Relações Exteriores; lembranças sobre escolha de votos na eleição de 1989; considerações sobre o Governo Fernando Collor; nova indicação ao Supremo Tribunal Federal; relações entre chanceler e presidente; projeto de viagem de Estado para a Índia; considerações sobre atuação no Ministério de Relações Exteriores; uso da verba secreta do Ministério de Relações Exteriores; caso Mendes Júnior no Iraque; atuação do embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima no caso Mendes Júnior; participação de Fernando Collor nas atividades do Ministério de Relações Exteriores; corrupção dentro do Itamaraty; tripartição da Secretaria Geral do Ministério das Relações Exteriores; debate público da política externa brasileira; violação da soberania territorial do Kuwait; atuação do Brasil em questões de segurança internacional; tentativa de golpe de Estado de Hugo Chaves na Venezuela; gestão de crise política na Venezuela; considerações brasileira sobre intervenção no Iraque; relações entre Ministério das Relações Exteriores com outros ministérios; negociação da dívida externa brasileira; atuação de Roberto Campos no Ministério de Relações Exteriores.

Parte 3: Atuação para redistribuição de postos em embaixadas durante Governo Collor; considerações sobre o Tribunal Internacional de Justiça; considerações sobre a política pós-Guerra Fria; considerações sobre a nova ordem global; considerações sobre o fim da URSS; considerações sobre o liberalismo; impressões sobre visões políticas de Fernando Collor; debates ideológicos nas eleição presidencial de 1989; impressões sobre relação entre Fernando Collor e Fidel Castro; considerações sobre relações entre Brasil e Cuba; considerações sobre relações entre Brasil e regimes comunistas; opinião sobre tentativa de golpe contra Gorbatchov; viagem de Fernando Collor ao Japão; considerações sobre relações entre Brasil e Japão; considerações sobre relação entre Brasil e Índia; atuação diplomática na América Latina; fundação do Mercosul.

2ª Entrevista: 02.10.2014

Parte 4: Impressões sobre a política de abertura do país feita por Fernando Collor; impressões sobre o hermetismo do Brasil em relação ao mundo; realização do projeto presidencial de abertura do país; comentários sobre a continuidade da tradição da política externa brasileira ao longo dos anos; comentários sobre o não alinhamento brasileiro; impressões sobre a fidelidade dos governos militares à tradição da política externa brasileira; impressões sobre a escolha de Tancredo Neves por Olavo Setúbal como chanceler; posse de Sarney e posse de Abreu Sodré como chanceler; comentários sobre o estado de saúde de Abreu Sodré no momento da posse a atuação do vice-chanceler Paulo Tarso Flecha de Lima; opinião sobre a ideia de tripartição da secretaria geral do Itamaraty; comentários sobre a comunicação de Fernando Collor com a Justiça Eleitoral na época das eleições; comentários sobre simpatias e antipatias de Fernando Collor com determinados diplomatas brasileiros e suas consequências; comentários sobre a não interferência do Presidente da República no funcionamento do Itamaraty; comentários sobre tentativas de interferências no Itamaraty por parte de elementos mais periféricos do Palácio do Planalto; exemplo do caso de tentativa de retirada de nome de jornalista da lista de convidados do Itamaraty; reprodução de apelo por autonomia do Itamaraty feito à época para colegas do Palácio do Planalto; comentários sobre as motivações que levaram Fernando Collor a o escolher para o Ministério das Relações Exteriores; comentários sobre o grande número de assessores diplomáticos de Fernando Collor; impressões sobre a atuação do então ministro Gelson Fonseca; comentários sobre o escândalo de 1989 envolvendo o Itamaraty; comentários sobre o contencioso com o Panamá; impressões sobre o interesse no Sul do então presidente norte-americano George Bush e o secretário de Estado James Baker; importância do embaixador Jório Dauster nas relações com os Estados Unidos; comentários sobre a questão da dívida e das consequências da queda do socialismo; relato sobre o medo existente que todos os investimentos e atenção internacionais fossem direcionados ao Leste Europeu no imediato pós Guerra Fria; criação do Mercosul; comentários sobre o reconhecimento da posição do Mercosul na política internacional do momento; comparação das condições do Mercosul e União Europeia; comentários sobre o objetivo principal da criação do sistema europeu contemporâneo; impressões sobre o entendimento do que é a América Latina.

Parte 5: Conceito de América Latina; criação da OEA; comentários sobre a problemática na adesão de alguns países ao Mercosul; comentários sobre a relação do Mercosul com a União Europeia e o Leste Europeu no início da década de 90; comentários sobre o constante diálogo com os parceiros do Mercosul; comentários sobre a celebração do Rose Garden Agreement; impressões sobre o Plano Bush em relação à sua influência na atuação do Mercosul; impressões sobre a liderança regional brasileira no início dos anos 90; comentários sobre o papel do Brasil na resolução da questão fronteiriça entre Peru e Equador; celebração do Protocolo do Rio de Janeiro; comentários sobre a questão bilateral com Portugal sobre os dentistas brasileiros lá atuantes; comentários sobre a eclosão da guerra do Iraque e do resgate dos trabalhadores brasileiros; envio do embaixador Paulo Tarso para o Iraque em negociações; apelo da empresa Mendes Junior para o resgate de seus trabalhadores; comentários sobre o vazamento de uma declaração do presidente Fernando Collor para a imprensa internacional; pedido de desculpas para o governo Iraquiano; êxito no resgate dos trabalhadores que estavam no Iraque; comentários sobre a resolução que qualifica o sionismo como uma forma de racismo; impressões sobre questões da política externa do governo Geisel; comentários sobre o voto brasileiro contra a resolução do tratamento humanitário das vítimas de conflito do civil; comentários sobre a boa relação com Israel; contencioso com Israel sobre a prisão de mulher brasileira; impressões sobre a relação do Brasil com a África durante o governo Fernando Collor; política brasileira em relação à África do Sul; comentários sobre Nelson Mandela e a sua política; comentários sobre a presença de empresários nas viagens do chanceler a África e Irã; viagem ao Irã no fim de 1991.

Parte 6: Comentários sobre o apreço da opinião pública ao Itamaraty; comentários sobre o caso crítico da derrubada de um avião pela Guarda Nacional Venezuelana; comentários sobre sua retirada do Ministério das Relações Exteriores (1992); a satisfação em ministrar aulas no Instituto Rio Branco; impressões sobre a impermeabilidade política do Itamaraty; comentários sobre a nomeação recebida para o Supremo Tribunal Federal; comentários sobre o desenrolar da crise do governo Fernando Collor; comentários sobre a escolha de Fernando Collor para seu sucessor como chanceler; impressões sobre a previsão da crise por parte dos escolhidos como chanceler; realização da conferência do Rio 92; comentários sobre as dificuldades do exercício da chancelaria no ano de 1992; contatos com Fernando Collor após o processo de impeachment.

Temas: Abertura política; Acordos e tratados internacionais; Advocacia; África; África do Sul; América Latina; Anos 1980; Anos 1990; Comunismo; Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento; Corrupção e suborno; Crise política; Cuba; Diplomacia; Direito; Direitos humanos; Ditadura; Dívida externa; Economia; Eleições; Eleições presidenciais; Empresas privadas; Engenharia; Equador; Estados Unidos da América; Europa; Fernando Collor de Mello; Fidel Castro; Formação acadêmica; Francisco Rezek; Fronteira; George W. Bush; Globalização; Golpe de 1964; Golpe de estado; Governo Ernesto Geisel (1974-1979); Governo Fernando Collor (1990-1992); Governo José Sarney (1985-1989); Greves; Guerra do Iraque; Guerra Fria; Hugo Chávez; Ideologia; Impeachment de Collor; Imprensa; India; Instituto Rio Branco (IRBr); Investimento estrangeiro; Irã; Iraque; Israel; Itamar Franco; James Baker ; Japão; José Sarney; Justiça; Justiça eleitoral; Juventude; Liberalismo; Luiz Inácio Lula da Silva; Maranhão; Mercosul; Mikhail Gorbachev; Ministério das Relações Exteriores; Missão diplomática; Mulher; Olavo Egydio Setubal; Opinião pública; Organização das Nações Unidas; Organização dos Estados Americanos; Palácio do Planalto; Palácio Itamaraty; Panamá; Partidos políticos; Paulo Tarso Flecha de Lima; Peru; Plano Bush (1990); Política; Política econômica; Política externa; Portugal; Presidência da República; Procuradoria Geral da República; Racismo; Rede Globo; Regime militar; Rio de Janeiro (cidade); Rio de Janeiro (estado); Roberto Abreu Sodré; Roberto Campos; Segurança Internacional; Silvio Santos; Soberania nacional; Socialismo; Supremo Tribunal Federal; Tancredo de Almeida Neves; Territórios federais; Tribunal Superior Eleitoral; União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS); União Europeia; Venezuela; Viagens e visitas; Voto.

Leia também:

Book review: “Brazil: The Troubled Rise of a Global Power” by Michael Reid

Brazil: Towards a New Foreign Policy?

How Brazil’s Crisis Is Bleeding into the Rest of South America (Americas Quarterly)

Photo credit: Lula Marques/Folhapress

SOBRE

Oliver Stuenkel

Oliver Della Costa Stuenkel é analista político, autor, palestrante e professor na Escola de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo. Ele também é pesquisador no Carnegie Endowment em Washington DC e no Instituto de Política Pública Global (GPPi) ​​em Berlim, e colunista do Estadão e da revista Americas Quarterly. Sua pesquisa concentra-se na geopolítica, nas potências emergentes, na política latino-americana e no papel do Brasil no mundo. Ele é o autor de vários livros sobre política internacional, como The BRICS and the Future of Global Order (Lexington) e Post-Western World: How emerging powers are remaking world order (Polity). Ele atualmente escreve um livro sobre a competição tecnológica entre a China e os Estados Unidos.

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